Pessoas esquisitas? …ou simplesmente conflito interior?

Tenho passado pelos meus blogs favoritos e lido muita coisa interessante, coisas que eu sempre observei, mas não tinha com quem conversar. Uma dessas coisas lidas: encontrarmos cadeirantes nas ruas, quando são homens cumprimentam, ou pelo menos mostram um ar sorridente. Já quando são mulheres,viram o rosto e fingem não nos ver, geralmente mulheres maduras.
Quando entro no ônibus, metrô, lojas ou qualquer outro lugar comum do dia-a-dia, sinto-me normal e tenho um comportamento natural. Isto porque sou assim mesmo – é próprio da minha personalidade. Já não sou mais uma garotinha e os anos me deram experiências, que procurei assimilar, até onde consegui. No entanto, as pessoas são diferentes, possuem personalidades e vidas diferentes; temos famílias diferentes, experiências diferentes. É a diversidade! Não agimos da mesma maneira. Isto não irá acontecer! É utópico pensar assim!
Ainda não tive problemas com preconceito fora da minha casa. O que não significa, que não os terei! Porém, conheço bem o preconceito perto – pertíssimo! Aquele do seu lado, na sua convivência. O preconceito de alguém que não sabe lidar com a diferença. Enquanto eu deveria estar sendo consolada e colocada “pra cima”, consolo e tento explicar e mostrar que não é o fim do mundo!
É um total paradoxo!
Compreendo essas pessoas cadeirantes, que passam por nós e fingem serem invisíveis(…ou que nós somos invisíveis para elas!)! Nem todas conseguiram resolver seus problemas interiores – de aceitação ou de ser aceito! Não é uma coisa tão fácil. …e eu que achava que isto tinha acontecido só comigo! Muitas famílias ainda não sabem lidar com seus deficientes. Não aceitam, tem vergonha, não sabem estimulá-los para que saiam para a vida. Ser diferente num ambiente assim não é nada fácil! Daí nos deparamos com estas pessoas em lugares públicos, quando olhamos para elas, não temos retorno em nossa polidez – pois elas estão repletas de baixo amor-próprio. Particularmente, acho isto muito triste! Elas precisam de compreensão da nossa parte – só isso!
Acredito que este tipo de comportamento será cada vez menor. Estamos caminhando, conquistando – derrubando barreiras! Alguém acha que estamos devagar? Tudo bem, podemos estar devagar, mas estamos cada vez melhor, ainda que a passos curtos.
Sobre as “pessoas esquisitas”: vamos ter compreensão para com elas. Nem todas conseguem superar seus conflitos, faltam-lhes força interior e apoio. Só o fato de compreendermos isto, estaremos apoiando alguém, dando-lhe alguma força. Ainda que indiretamente!

Enfim, quero apenas viver – como todos!

Ontem, assistindo ao vídeo de um dos sites que acompanho, ouvi uma declaração familiar – inacreditável. Oras bolas, não aconteceu só comigo?
O entrevistador, conversando com uma moça que pratica volei, sugeriu que antes ficava em casa para não atrapalhar. Eu não tenho certeza de que ele se referia a si mesmo, mas referiu-se a alguém deficiente. Ouvi isso por anos – por isso me “entoquei”! Algumas pessoas acham que um pouquinho de trabalho, com um deficiente – é demais! Entrar e sair de um carro é complicado; subir com a cadeira por escadas é insuportável. Levar um deficiente até um parque é um tédio! …então, muitos ficam dentro de casa, na mesmice. Perdem o gostoso da vida, que é viver e participar – curtir a natureza, tomar sol, fazer compras, brincar, comer pizza, cinema, museu, etc, etc, e tal… A idéia de que o deficiente deve criar mofo é cruel”!
Graças a Deus que somos sensíveis e inteligentes e temos pessoas normais e atenciosas do nosso lado. Que bom que as coisas caminham para melhor! Melhorar o que não se pode mudar é usar a inteligência.
… o sol nasce pra todos! É um direito meu!
…nosso!

Táxi/ Preconceito

Eu não acredito que estou lendo e ouvindo tanta coisa sobre preconceito. Pensava que fossem casos raros – o problema é que passei anos “entocada”. Agora que tomei coragem para sair, percebo coisas ridículas!
Fui a uma loja comprar algumas coisas pra casa noutro dia. Na volta, precisei de um táxi, o ponto era na frente da loja. O taxista olhou de longe dizendo:
_Voce tem que comprar uma cadeira moderna, daquelas que as rodas saem!
Acontece que a minha cadeira é uma fit Jaguar, a menor de todas e fecha para caber no carro. O motorista foi mudo a viagem toda e ainda por cima cobrou R$ 3,50 a mais. Claro que a quantia é irrizória, mas isso foi um desaforo danado!
Preciso saber sobre os nossos direitos e os direitos dos taxistas! Está na minha lista!