Na Bienal do Livro teve adaptação adequada!

Eu havia me esquecido de mostrar algumas coisas sobre a Bienal, o banheiro foi uma delas. Tenho uma foto do lavatório do banheiro – bem adaptadinho. Os estandes todos possuíam rampas. E eu adorei a cozinha do “Cozinhando com Palavras!”

…mas não pensem que penso estar tudo certinho ainda! Precisamos de respeito no transporte! Todos os deficientes devem ser tratados como cidadãos – e tratados igualmente ( no que se refere a distinção social!)!

Anúncios

Perdi o medo e resolvi encarar o Metrô e o ônibus!

Eu aguardando o Metrô.

A casquinha!

São Paulo está de Parabéns! O atendimento no Metrô e no ônibus foram excelentes. Como sempre fui de carro para o tratamento o Hospital das Clínicas – é rotina dos lesionados medulares – mas resolvi voltar para casa de Metrô e ônibus. O atendimento foi fantástico! Desci para a plataforma de elevador, na troca de linha, subiram minha cadeira pela escada rolante ( por 4 vezes e com direito a trocadilhos engraçados – funcionários educadíssimos e com uma pitada de humor.).
Depois de um “Cascão de chocolate” – ninguém é de ferro, entrei no meu ônibus. Incrível, não era o ônibus para cadeirante, mas o motorista insistiu em me levar, para que eu não esperasse pelo outro. Ele e o cobrador colocaram minha cadeira pela porta do meio – foi rápido! Cheguei confortavelmente – no meu ponto de descida, o motorista ainda me perguntou:
– Fez uma boa viagem?
– Sim, muito obrigada! Respondi não acreditando, pois o ônibus era urbano.
Tem muita coisa mudando por aqui – e pra melhor!

As fotos são do celular – minha máquina está desconfigurada – me pegaram de longe,mas dá pra entender não?

…saudades de subir escadas!

…cenas que se repetiram por muitos domingos da minha infância!

“Numa certa época dos anos 70, aos domingos, eu e meu pai passeávamos pela cidade deserta. No caminho, uma passadinha num cliente dele, dono de uma pastelaria. Meu pai pedia um caldo de cana pra mim e outro pra ele; me perguntava que recheio de pastel eu queria – eu sempre dizia palmito, meu favorito!
No caminho de volta, pelo centro velho, na Ladeira da Memória eu não queria subir, meu pai me puxava pela mão e dizia:
_São apenas alguns degraus filha, vem, a gente sobe rapidinho. Vem, vem, vem…
E eu resmungava:
_Ah pai, tô cansada, não agüento, tá calor!…
Ele conversava comigo, conversava, conversava… quando eu percebia, já estava no alto da escadaria.
Meu pai e o centro velho de São Paulo aos domingos – uma combinação do passado que ficou registrada em minhas lembranças.

São as minhas memórias da Ladeira da Memória!…”

(No começo do século XIX, no centro da cidade de São Paulo, o Largo da Memória, localizado no início da rua Palha – atual rua 7 de Abril, era ponto de reunião dos moradores da província e caminho obrigatório dos viajantes que paravam para encher os seus cantis na bica ali existente.)

Foto: Ladeira da Memória.
São Paulo por KASchramm e tchello
Aqui!