Sweet granny!

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O motorista parou o ônibus para que eu descesse.  Olhando pela janela do ônibus, vi uma senhora que virava a esquina, a uns cinqüenta metros de distância de onde eu estava.  Diante da porta, em pé sobre o elevador que descia, ainda olhando a senhora, percebi que ela parou prestando atenção no barulho. Achei  que ela esperava alguém, mas logo entendi que “a coisa interessante” era a minha descida .  Desci com a ajuda do cobrador, atravessei a rua em direção à esquina onde estava a senhorinha, porque era por ali que eu precisava  ir.

Ela parada, continuava a me olhar fixamente.
Eu estava com certa pressa,  pois faria um contrato numa escola nova e tinha compromisso com horário.  A senhorinha com voz dócil,  começou a falar comigo sobre a sobrinha na cadeira de rodas – coitada!  Estava doente e ela precisava de sua ajuda.  Contou-me que lavava sua louça e limpava a casa.  Sobre os serviços que prestava à sobrinha. Fiquei ali, tentando ser gentil, mas também tentando sair logo, eu precisava estar na escola naquele momento – isso era muito importante!  Fui conversando e andando, ou “rodando”?! Finalmente fiquei diante do prédio da escola.  Despedi-me desejando-lhe tudo de bom e saúde à sobrinha.  Ela me deu muitos conselhos e quase me beijou, até que despediu-se.  Cheguei a tempo, mas em cima do horário marcado!
…e foi assim, a senhorinha de hoje!